O Ministério Público de Minas Gerais e o Ministério Público Federal encaminharam Recomendação conjunta ao reitor da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), para que sejam coibidas atividades econômicas no interior dos imóveis públicos que abrigam repúblicas estudantis. A universidade tem prazo de 40 dias para informar sobre as medidas adotadas.
Segundo apurado, os imóveis federais que abrigam repúblicas estudantis são usados para a prática de atividades econômicas que atendem a interesses particulares, sem nenhum controle. Segundo o promotor de Justiça Ronaldo Crawford, essa prática "conduz ao desvirtuamento da função social de moradia estudantil".
Na Recomendação, os membros dos MPs lembram que o direito de propriedade deve ser exercido no limite da função social do imóvel. O fato de os estudantes serem os responsáveis pela administração do imóvel não significa que eles possuam poder de proprietários do bem, que é público.
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